José Ferraz de Almeida Jr

(Itu, 8/5/1850 – Rio das Pedras (Piracicaba) 13/11/1899)

Autorretrato

Almeida Jr. tinha um talento enorme ou não teria nascido em Itu.

O distinto pintor ituano

Alegoria da Pintura

foi a menina dos olhos do imperador D. Pedro II que o convidou, para, às suas expensas, mesada de 300 francos mensais, aperfeiçoar-se na Europa, entenda-se Paris.

O descanso do modelo

Ateliê do artista em Paris

Embuçada no luto do exílio remunerado,

Saudade

a Saudade o trouxe de volta aos seus pagos. A Europa não o fez deslembrar a terra natal. Ao contrário, parece ter aguçado seu regionalismo.

Caipira picando fumo

Caipiras negaceando

Derrubador brasileiro

Regionalismo é o termo e não nativismo. Que nativismo coisa nenhuma sor! Cooptado pelo Império, Almeida Jr. não queria litígio com o estrangeiro, sobretudo com Portugal. Não se cospe no prato em que se come.

Cozinha caipira

Sabidão, fez o que tinha de fazer. Afinou a viola e continuou garganteando sua moda caipira nos conformes de Jeca Tatu.

O violeiro

O ilustre pintor ituano meteu-se em maus lençóis e foi vítima de crime passional.

O importuno

A leitura

Ei, sinhorinha! além de livro, a moça aí lê também jornal? Se lê sabe o que contam os jornais da época ao falar da honra lavada em sangue.

 Segundo floreio do Correio Paulistano, o epílogo do pintor teve clássica tirada de melodrama:

“ O pintor Almeida Jr. foi, ao chegar, hoje, às 3 da tarde no Hotel Central, assassinado pelo fazendeiro José de Almeida Sampaio, que, simulando abraçá-lo, cravou-lhe uma faca no coração.

O inditoso Almeida Jr. Apenas pôde proferir as seguintes palavras: --- Este homem é um ingrato... estou morto.

O assassino acha-se preso, tendo no entanto, se recusado até a hora em que escrevemos a fazer declarações. Ignora-se a causa do assassinato, atribuindo-se, porém, a questões de família.

E assim morreu o infeliz pintor, longe de parentes e amigos, compungindo com a sua desastrosa morte o Brasil inteiro.”