Cícero Dias

(5/3/1907, Escada (PE) – 28/1/2003, Paris)

Alguém disse (não me lembra quem) queres ser universal, pinta tua aldeia. As míticas Macondo, de Garcia Marques, e a Bahia, de Jorge Amado, não me deixam mentir. Nem Cícero Dias com seu Pernambuco

Eu vi o mundo e ele começava em Recife (painel)

 

Visão romântica de Recife

Lembranças de Recife

naturalmente povoado pelo imaginário nordestino

 

Figuras

com seus costumes

Baile no campo

 e, claro, à sombra do chapéu de couro:

Pai e filho

Afinal, quem sai aos seus não degenera.

Às vezes Cícero Dias lembra-me a leveza aérea e mística de Marc Chagal:

Sem título

Sem título

Mulheres

Em 1937, viajou a Paris, conheceu Picasso, Paul Éluard, Matisse e experimentou o Surrealismo como persona de seu talento:

Teatro Surreal

Mesmo suas imagens cubistas, suas frutas à Cèzanne, não esquecem o sabor nordestino:

Moça ou castanha de caju

Frutas com praia ao fundo

Sem título

Sempre a colher nossa atenção regionalista,

Colheita

naveguemos preguiçosamente pela obra pictórica de Cícero Dias

Mulheres no barco

ou vagabundamente peguemos uma carona na charrete naif de seu talento:

Viagem de charrete