George Groscz      

    

·     26/7/1893, Berlim -† 6/7/1959, Berlim.

Santo Deus, quanta ingenuidade e inocência.

Que nem Otto Dix, Groscz também embarcou, voluntariamente, na canoa furada da 1ª Guerra,

Eclipse do Sol

crendo que, bombardeando a decadente sociedade burguesa,

 

Groscz, Berlin strasse

sobre os escombros edificaria the brave new world

aldous-huxeliano.

Groscz, Metrópolis

O movimento dadaísta

Cartaz dadaísta

ensinara que, imersos no non sense, apenas se trocaria seis por meia dúzia. A 2ª Guerra, gestada nas entranhas psicopatas desse maníaco,

Groscz, Hitler

era a prova do desvairo fratricida de qualquer guerra ─ inferno de nossa culpa:

 

Groscz, Cain ou Hitler no Inferno

O Expresionismo sempre teve o condão de revelar a carantonha do Mr. Hide que nossa humana natureza forceja por esconder e reprimir sob o cilício do alter ego freudiano.

Que nos deixa a obra de Otto Dix e de Groscz?

Que vaguemos, às cegas e sem rumo, em busca de um admirável mundo realmente novo?

Groscz, The wanderer

Nos moldes aldoux-huxelianos?

Mas pré-condicionados biologicamente e condicionados psicologicamente a vivermos em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas, não estaríamos recriando a insanidade hitlerista da raça superior?