Faxina Moral

Curitiba, 1º/ nov./ 2015, véspera de Finados. Dia apropriado para, antecipado luto, de olho no Museu Oscar Niemeyer,

testemunhar o crime de lesa-pátria cometido contra a Petrobrás, apreciando as 48 obras apreendidas pela Polícia Federal na operação

Lava Jato, deflagrada em março de 2014. 

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Se o petróleo é nosso, fomos descaradamente roubados numa lavagem de dinheiro acobertada por telas de Aldemir Martins,

Aldemir Martins, Flores

Cícero Dias,

Cícero Dias, Sem título

Heitor do Prazeres,

Heitor dos Prazeres, Roda de Samba

Reynaldo Fonseca,

Reynaldo Fonseca, O menino e o gato

Orlando Teruz,

Orlando Teruz, Nu deitado

Antônio Gomide,

Antônio Gomide, Sem título

Di Cavalcanti,

Di Cavalcanti, Sem título

Sergio Ferro,

Sergio Ferro, Eurydice fugant Aristee

Iberê Camargo,

Iberê Camargo, Manequins

Miró,

Salvador Dali,

dentre outros.

Vê-se, pela legenda, que o título da tela não se refere a uma impressão digital,

Luiz Monk, Baixo Relevo II

mas bem que poderia ser a súmula da bandidagem perpetrada num Brasil que corre o mundo

Vik Muniz, Cartão Postal

 como cartão postal da corrupção.

Ainda bem que, com toda a parafernália eletrônica posta à disposição, a Polícia Federal, antes que a Petrobrás fosse toda devorada, não precisou consultar a Esfinge

Vik Muniz, Édipo e a Esfinge

para decifrar o esquema de tamanha corrupção, desbaratar e prender os quadrilheiros.

Aviso aos timoneiros desse mar de lama moral:

uma Pátria que se queira de fato educadora começa por ensinar honestidade e ética.