O prazer da arte  

No século XIX o Naturalismo, cultor do Cientismo, teve a presunção de acreditar que a Ciência tudo explicava. Do nosso DNA de macaco ao pezão na lua (sem a comprovação testemunhal de S. Jorge e do dragão), o evolucionismo...

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(Prefiro “evolucionismo” a “evolução”. Evolucionismo traz a aura da mutabilidade das espécies,  dos gêneros...)

Pois bem, do nosso DNA de macaco ao pezão na lua, o evolucionismo dos séculos comprova que a Ciência, como S. Paulo, não pára e, como Nova York, nunca dorme de touca. Prova?

Leio no Guia Bem Estar do Estadão (n.1, 04/2/2010, pp. 6-9) que cientistas procuram “esclarecer os mecanismos biológicos da experiência estética”. Com a ajuda, por exemplo, da ressonância magnética, --- que “possibilita a observação das reações cerebrais no preciso momento em que alguém desfruta da experiência de estar diante de uma obra de arte”. Resumo do artigo: “pesquisas mostram que arte e serotonina (substância neurotransmissora ligada às sensações de felicidade e bom humor) caminham de mãos dadas.”

Pronto. A Ciência despertou em minha consciência o porquê este site me dá tanto prazer.

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Vênus adormecida, Paul Delvaux, 1944, óleo sobre tela, 173 X 199, Tate Gallery, Londres.

E mais: por que inconsciente razão eu disse que o escrevia nas (e para as) happy hours.

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Gordon’s gin, Richard Estes, 1968, óleo sobre madeira, 62 X 81, Coleção Particular.