Remédios Varo

Remédios Varo Uranga nasceu em 16/10/1908, em Anglés, Catalunha, e morreu em 8/10/1963 na Cidade do México, de ataque cardíaco.

Sabe-se que o Surrealismo emerge do sótão obscuro de inconscientes que nem Freud explica, tantas e tais são as imagens que, esfíngicas, nos devoram.

Remédios Varo, ou quem seja ela (todo artista, como se sabe, é equizofrênico, por definição) sai de seu psiquiatra, cabeça dele num saquinho, e mezinha à mão, para pronto para decifrar-lhe  e remediar-lhe os enigmas jocastianos.

Deixando o psiquiatra

Entre médicos e doutores, a melhor escolha, claro, é buscar o auxílio de psiquiatras para casos da cabeça.

Entre médicos e doutores

Como sou cartesiano, minha compensação é cultuar o Surrealismo, à procura de algo que me explique a inconsciência coletiva (louca alquimia?) desse mundo cada vez mais doido em que vivemos,

O alquimista

ao cabo um mundo de sombras (platônico?) que nos antecedem e enfrentam a luz ofuscante do sol à boca da caverna que nos habita e espreita furtivamente.

Fenômeno

Remédios Varo procura encontrar-se no espelho de si mesma, face oculta, envelhecida, saída do baú inconsciente,

Encontro

ascensão sacrificial ao seu monte das Oliveiras?

Ascensão ao monte

Ou engaiolada em sua condição feminina busca com gosto na papila do pincel sua face oculta de lua?

Papila estelar

A verdade é que Remédios Varo, com seu canto de sereia navegável, encanta-nos, cabelos a (des)pentear na disponibilidade da sedução de sua cantiga de amor.

Trovador

Mulher, sim, senhora, com sua intuição feminina, ei-la a  decifrar com seu pincel e paleta o inconsciente de sua e nossa condição humana.

Mulhersimsenhora