1. O perfil da metonímia

           Uma figura, a metonímia! Carnavalesca, serve-lhe um adereço, que, alegórico, alude, lembra, toma a parte pelo todo, o continente pelo conteúdo. A aura revela o santo, toma-se a marca pelo produto, folheia-se o autor pela obra, a cor ou o traço retrata o pintor...

     Retrato de Camões, Almada Negreiros, 1934 (Desenho a pena e mancha a tinta da china).

A metonímia, ei-la aqui, nesse autorretato do autor. Pintado pela obra.

 

     O Atelier Vermelho, Matisse, 1911, MOMA.

       

      

  

          2. Eu-próprio, o outro?

         Já viram o autorretrato de alguém pintado por outro alguém?

         Pois sejam testemunhas desse Autorretrato de Petrus Paulus Rubens (1577-1640),

gravado a buril por Paulus Pontius (1603-1658), um dos mais talentosos artistas do prolífico e bem remunerado ateliê de Paulus Rubens.                 

         Como entender esse processo de autorretratar-se no outro e pelo outro?

         Desejaria Rubens ver o mal-acabado esboço de seu Ser aperfeiçoado no espelho da retina do outro?      

        Ou sonharia o ser apócrifo de Paulus Pontius ver-se um dia reconhecido como o outro Paulus?

 

       

        3. Facebook?

                 Ei-lo aqui.

     O Bibliotecário, Arcimboldo, c. 1566.

 

        4. Anima(l)  farm

     Vermelho, branco e azul, Geórgia O’Keefe, 1931, MOMA.

     USA portrait. Ou, metonimicamente, a alma cowboy da América.

        5. O poder da Fé